Solda Subaquática

Apesar de eletricidade e água, no mesmo ambiente, serem praticamente sinônimo de curto circuito, existem processos de solda feitos em baixo da água em uma profundidade de até 100 metros. Os mergulhadores soldadores são os responsáveis por esse serviço. É um verdadeiro desafio, pois quanto mais o soldador afunda para fazer a solda, mais frio e escuro o ambiente fica. Fora isso, ainda é preciso fazer todo um preparo sobre o trabalhador, para que ele consiga trabalhar em diferentes níveis de pressão.



Esse tipo de solda geralmente só é feita em últimos casos, ou seja, quando a substituição de uma peça danificada for inviável, a solda para manutenção é recorrida. É um processo caro, pois exige soldadores muito bem qualificados, equipamentos muito específicos para a realização do trabalho e uma equipe de monitoramento somente para os soldadores.


A soldagem por arco subaquática é a mais comum, sendo muito utilizada para a manutenção de navios em alto mar. Além dessa aplicação, ela também tem sido muito recorrida nos setores da engenharia, como na solda de gasodutos e oleodutos e na manutenção e construção de máquinas para a perfuração do solo.


Existem dois processos quando se trata de solda submarina:


  • Solda molhada: é a mais comum e é, geralmente, feita através de um eletrodo revestido à prova d’água ou arco elétrico. Sendo a água condutora de energia, o arco elétrico age sob a superfície do metal da mesma forma que age em terra. Muitas vezes o mergulhador está mais seguro embaixo da água, uma vez que a possibilidade de um choque fatal é menor devido ao fato do equipamento de soldagem operar sob corrente contínua. Além disso, o soldador está em comunicação direta com operadores de controle que conseguem ouvi-lo e muitas vezes também ver o processo de solda através de uma câmera acoplada ao equipamento;


  • Solda seca: além de se o meio mais caro e complexo, exige muito trabalho, uma vez que uma plataforma é imergida e acoplada à superfície que vai ser soldada, após isso, enche-se de ar para que o mergulhador entre na mesma e se encontre em um habitat seco, podendo tirar o capacete e trabalhar como se estivesse na superfície. O processo pode levar dias ou até semanas para ser concluído, e normalmente após o seu turno, de em média 6 horas diárias, o mergulhador sobe à superfície, descansa e come dentro de um ambiente que mantém a mesma pressurização que a plataforma submergida, para que ele não sofra consequências da mudança de pressão no ambiente.


Sejam esses processos de solda feitos em um ambiente seco ou molhado, exigem muito trabalho e investimento, porém, com os avanços das indústrias de energia e exploração, muitos profissionais buscam mais especializações para trabalharem nessa área, pois há uma grande procura de trabalhadores aptos para esse serviço.


Fontes:

Conteúdo: https://aventa.com.br/novidades/soldagem-subaqu%C3%A1tica

Vídeo: https://youtu.be/BJYAcQVj_4I

Imagem: https://engenhariae.com.br/curiosidades/soldagem-subaquatica-saiba-mais-sobre-uma-das-profissoes-mais-perigosas-do-mundo


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